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A importância de estudar a Umbanda.

Foto do escritor: Luz de Aruanda
Luz de Aruanda
16 de jul.
3 min de leitura

A Umbanda que conhecemos, a qual se origina de práticas que somam os conhecimentos indígenas, os de matriz africana, a doutrina espírita e fé católica, é uma religião brasileira, a qual teve início com a fundação do primeiro Templo de Umbanda, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, onde surgiram, de fato, uma liturgia, um ritual e uma estrutura para que a mesma pudesse ser praticada. Tudo isso foi realizado por Zélio Fernandino de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Entre 1918 até 1930, lhe foram atribuídas a fundação de outras tendas umbandistas, que funcionaram como polos de difusão ritual e de organização religiosa:

·       Tenda Nossa Senhora da Guia (1918)

·       Tenda Nossa Senhora da Conceição

·       Tenda Santa Bárbara

·       Tenda São Pedro

·       Tenda Oxalá

·       Tenda São Jorge (1935)

·       Tenda São Jerônimo (após 1935)


A Umbanda possui fundamentos, entre os quais a existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Zambi.

Algumas das entidades, quando incorporadas, podem nomeá-lo de outra forma, como por exemplo, Tupã para Caboclos, entre outros, mas todos são o mesmo Deus.

A Umbanda obedece aos ensinamentos básicos dos valores humanos, tais como a fraternidade, o respeito ao próximo e a caridade, que é uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes.

O culto aos Orixás como manifestações divinas em que cada Orixá controla e se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência.

A manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "aparelhos", também chamados de "cavalos".

O médium é o aparelho que propicia o contato entre o mundo físico e o espiritual, manifestado de diferentes formas. Cada terreiro possui uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida

em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos.

Na Umbanda existe a crença na imortalidade da alma, a crença na reencarnação e nas leis cármicas. Não se trata apenas de uma religião afro-brasileira. É uma religião que tem raízes não só na África, mas também no catolicismo, no espiritismo de Kardec e na religião indígena brasileira.

Essa breve introdução já demonstra a importância do estudo para aquele que quer seguir os caminhos da Umbanda, seja ele um estudioso das religiões, um mero admirador, um cambone ou médium.

Para poder se falar de qualquer coisa ou apenas entender alguma coisa é necessário estudar.

Em geral, os estudos são importantes, pois com eles adquirimos conhecimentos, cultura, e

traçamos objetivos na vida. Através dos estudos nós convivemos com pessoas diferentes, de educação diferente daquela que recebemos em casa e na nossa escola.

O estudo nos permite compreender os motivos pelos quais as coisas são como são e na

Umbanda não é diferente. Muitas pessoas confundem Umbanda com outras religiões, tais como o Candomblé, o Tambor de Mina, Batuque, Pajelança, etc.

A verdadeira e pura Umbanda é praticada a caridade, é difundida a fé para que haja sempre esperança em dias melhores. Na verdadeira Umbanda não se cobra por consultas, não se faz trabalhos para prejudicar ninguém. Na verdadeira Umbanda, animais não são sacrificados (este rito pertence a religiões de matriz africana ou é visto em umbandas “cruzadas” com cultos de nação) e o meio ambiente não é poluído, destruído ou degradado.

Na verdadeira Umbanda, temos como base os caboclos e pretos velhos, além dos Guias representantes das linhas de cada Orixá, tais como Ogum, Xangô, Iansã, Iemanjá, Oxóssi, Oxalá e Omulu, com algumas variações. Temos, também, Boiadeiros, Baianos e, logicamente, as Crianças. Temos sim, Exus e Pomba Giras, que são nossos guardiões e não espíritos maléficos que querem fazer o mal em troca de banquetes ou presentes dos mais diversos.

Quem sou eu para falar tantas coisas sobre a verdadeira Umbanda?

Sou um humilde servo de Deus que busca o conhecimento da forma mais óbvia: estudando. Tenho muito a aprender, mas o básico eu já sei e posso ajudar a difundir.

Não peço para que creiam na Umbanda, nos Guias ou nos Orixás. Cada qual tem suas crenças, seus dogmas, seus pontos de vista. Só peço que não confundam a verdadeira Umbanda com outros cultos.

Antes de dizer qualquer coisa sobre o assunto, estude.

Autor: Fernando Ribeiro.


Imagem:

Zélio de Moraes e médiuns da corrente na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade (década de 1960).

Fonte da imagem: Diamantino A. Trindade em http://ahistoriadaumbanda.blogspot.com.br

 
 
 

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